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O blog do Fabão

Não sou um bot

Posted by Fabão em 13 outubro, 2006

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O homem chegou à Lua, mas não consegue se entender aqui na Terra. Por mais que o gênero humano avance intelectual e moralmente, não há como negar que estamos distantes ainda da concórdia que almejamos – ok, nem todos buscam por ela, e é aí que está o grande entrave para a harmonia entre as pessoas. Mais particularmente, quero falar sobre um grande malefício da internet: a desumanização do ser.
Deixe eu contextualizar meu raciocínio: diariamente, visito fóruns e comunidades no orkut (mesmo que não tenha tempo para participar ativamente como gostaria) e leio e-mails direcionados às revistas de games da Futuro Comunicacão (EGM Brasil, EGM PC, SuperDicas PlayStation e Nintendo World). Nessas leituras, me deparo com as mais contrastantes mensagens a respeito do meu trabalho. Elogios e críticas são comuns e contribuem para fazer cada vez melhor, mas esse tipo de feedback não é o objeto do presente manifesto. Me refiro, sim, às declarações extremadas e, a meu ver, sem propósito concreto que não o de ofender e rebaixar – e incluo aí os diversos matizes das mensagens desse tipo, desde as inconseqüentes ou disfarçadas até as mais declaradas.
Por trás de um computador, as pessoas se esquecem que você é um ser humano e o tratam como se fosse uma máquina (falava ainda ontem sobre isso com o meu amiiiiiiigo Eduardo Trivella). É como se estivessem se dirigindo ao incrível “gerador automático de matérias” ou à fantástica “personal page designer 2007” quando mandam mensagens revoltadas. Você vira incompetente, mentiroso ou burro com a mesma facilidade que o seu computador é espancado quando dá aquela travada, e as razões mais banais (como atrasos ocasionais e eventuais erros de português) se tornam motivo para (ameaçar) deixar de comprar a revista.
O progresso pede certas concessões, por isso a importância crescente da internet não existe senão acompanhada das mazelas dos usuários (no caso, a desconsideração pelo próximo), mas será que não está na hora de crescer um pouquinho? Sou um ser humano e erro como tal, mas aprendo muito mais com as críticas construtivas e conselhos dos leitores e amigos do que com xingamentos e reclamações exageradas.
Condescendência, passe adiante. Ajudando aos outros você se ajuda, pense nisso…

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10 Respostas to “Não sou um bot”

  1. Renato said

    Parabéns pelo post. Acompanho a revista EGM Brasil e vários blogs por aí e vejo que realmente, quando se trata de atacar, ninguém hesita justamente por estar à frente de um computador. Exemplo recente no GameGirl, de Renata Honorato.

  2. Adivinha quem é said

    De todo esse texto, a parte que eu mais gostei foi a que fala “amiiiiiiiiiiiiigo”.

    A propósito, o Trivela era mó gente fina!

  3. Gyanni Segundo said

    Ôpa!

    É isso aí, você tá certo…

    Abraço!

    PS: O Trivas tem blog?

  4. […] hoje quando entrei no wordpress vi que um dos posts que estah fazendo sucesso hoje tem este titulo “Eu nao sou um BOT” (espero que eu tenha traduzido corretamente :P).  o post original fala de como as pessoas se ‘desumanizaram’ com a internete varias coisas em torno deste assunto… mas essa nao eh minha area :). quero falar de algo bem mais chato :P. […]

  5. Pois é, Fabão. Uma das novas “virtudes” necessárias hoje em dia é saber não se abalar com esse tipo de comentário. Respirar fundo, contar até onde for preciso (com o tempo, é possível que o próprio ato de contar já se torne desnecessário) e seguir em frente, esquecendo esse tipo de coisa.

    Mas olha quem está falando! Isso ainda nem começou a acontecer comigo! 😛

    Abraço!

  6. Alexandre (Tocha) said

    nossa.. um dia desses eu escrevi um post na comunitade da EGM no orkut pedindo pro povo lembrar justamente disso, do ser humano.

  7. […] Ok, desde a entrevista, quase um ano e meio se passou, amigos deixaram a Conrad/Futuro (mas não deixaram de ser amigos), eu me tornei editor da EGM Brasil e hoje sinto que as coisas são ainda diferentes de quando eu estava à frente da SDP. Para começar, mais responsabilidades. O público é muito mais variado e mais exigente (alguns até chatos, o que me motivou a fazer o post anterior, mas esses são excessão). A revista é licenciada, mas é necessário equilibrar conteúdo americano (apenas o que é mais interessante e melhor se adapta aos gostos brasileiros) e original (o que dá um trabalhão pra fazer). É preciso elaborar pautas criativas e relevantes, fugindo do arroz-com-feijão dos previews-reviews-notícias. Notícias? Foi-se o tempo em que revistas eram fonte delas. Hoje tem a internet, e quase todos têm acesso a essa tal “vilã”, que nos obriga a matutar para criar uma diferenciação, buscando matérias que atraiam mesmo os que internautas muito bem inteirados das notícias diárias do mundo dos games. Por isso é importante manter contato direto com as produtoras lá fora, para descolar alguma exclusiva ou entrevistas bacanas. Sim, muita coisa mudou desde os tempos de Gamers de 64 páginas a R$ 2,90 e detonado de Final Fantasy VII japonês em cinco edições (se bem que colaborei com o Douglas Pereira no detonado de FFXII japa em três edições da SDP recentemente), mas o entusiasmo continua o mesmo. Afinal, esse mercado se renova e minha paixão pelos games jamais vai morrer – daí o título do meu blog, que nem demorei muito para decidir, já que, para mim, ser jogador é realmente um estilo de vida. E deixa eu ir acabando o post por aqui que tem mais revistas pra fazer… […]

  8. Locke said

    Excelente post. Infelizmente essa é a realidade, os fóruns e o orkut se tornaram o antro dos “fodões”. Parece que quem xingar e desrepeitar o próximo o máximo que puder, é o campeão. No orkut então nem se fala. Tem gente que faz questão de escrever no perfil: “nasci odiando a tudo e a todos. Sou arrogante e egoísta”. Esse quer ser o foda a todo custo.

    O que eu acho mais ridículo ainda é que as pessoas endeusam, reverenciam e puxam o saco de quem só sabe atacar, xingar, maltratar e humilhar outras pessoas. Infelizmente, e bota infelizmente nisso, que hoje o legal é ser o cara que não respeita nada nem ninguém.

  9. Conrad said

    Olá. São tod(os)as crianças e adolecentes.
    Eles bagunçãm tudo que tocam.

  10. Fernando said

    Comecei a ler seu blog muito recentemente. Sou um grande fã de jogos e leio revistas de games desde 95. Claro que a Gamers sempre foi minha preferida. É muito bom ver que pessoas talentosas como você estão hoje na excelente EGM Brasil.

    Sobre esta questão da Internet, é muito simples:

    Pessoas idiotas sempre existiram. A Internet só permitiu que elas saíssem das suas cavernas e viessem para nosso mundo, porque antes só tinha visibilidade quem era bom. Hoje, é só digitar http://www.qualquercoisa e fazer o estrago.

    Veja que até músicos idiotas que só falam idiotices (pareço o Forrest Gump…) precisam ter um mínimo de qualidade para poder vender disco. Pensando bem, hoje nem qualidade precisa mais.

    Entenda que a grande maioria dos usuários de Internet só servem para financiar o google, buscando coisas que geram google-ads. O restante são pessoas com um mínimo de cultura que formam o lado bom desse veículo.

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