Gamer Lifestyle

O blog do Fabão

Archive for abril \26\UTC 2008

Íntegras: Folklore (Review, PS3) [D&T PlayStation 107, 12/2007]

Posted by Fabão em 26 abril, 2008

Migre para o novo GamerLifestyle.com.br e curta mais atualizações, drops com as notícias do dia e muitos outros recursos.
Novo site: http://gamerlifestyle.com.br/
Novo feed: http://feeds2.feedburner.com/GamerLifestyle-com-br


Hoje resolvi variar um pouco. Em vez de publicar uma pensata, decidi resgatar uma análise de jogo. E que jogo. Folklore, apesar de não ser conhecido do grande público, é uma obra que rivaliza com qualquer Final Fantasy ou Zelda por aí – e, principalmente, não dispensa a personalidade própria. Justamente por isso o escolhi para o tópico de hoje: para torná-lo conhecido por mais gente, para que mais pessoas (que sejam duas ou três, basta) fiquem curiosas em experimentá-lo e tenham uma experiência enriquecedora como a que eu tive.

Sem mais, fique com a análise depois do “Leia mais”…

Continue lendo »

Anúncios

Posted in Análises, Íntegras, Editora Europa, PlayStation 3, Uncategorized | Etiquetado: , , , , , , , | 7 Comments »

Íntegras: Abaixo o Preconceito [GameMaster 37, 02/2008]

Posted by Fabão em 25 abril, 2008

Migre para o novo GamerLifestyle.com.br e curta mais atualizações, drops com as notícias do dia e muitos outros recursos.
Novo site: http://gamerlifestyle.com.br/
Novo feed: http://feeds2.feedburner.com/GamerLifestyle-com-br


Índices de violência oscilam independente do número de jogos adultos lançados

Índices de violência oscilam independentemente do número de jogos adultos lançados

Para quem não notou ainda, a ressurreição do Gamer Lifestyle se deu com uma nova coluna, Íntegras, em que republico alguns textos passados, mas que, eventualmente, podem ser ainda atuais. Quem perdeu a estréia, pode conferir em “Pelo Direito de Ser Negro”.

O texto de hoje foi publicado na revista GameMaster de fevereiro desse ano, por ocasião da proibição de Counter-Strike e EverQuest. Porém, selecionei-o para voltar à ativa porque o assunto está mais vivo que nunca, com a recente proibição de Bully e a iminência do lançamento de Grand Theft Auto IV, que já causa burburinho pelo mundo e traz incertezas sobre seu possível lançamento oficial no Brasil.

Leia, reflita, comente… depois do “Leia mais”.

Continue lendo »

Posted in Íntegras, Comportamento, Divagações, Indústria de games, Polêmica | Etiquetado: , , , , , , , , , , , , | 1 Comment »

Racionais Gamers

Posted by Fabão em 20 abril, 2008

Migre para o novo GamerLifestyle.com.br e curta mais atualizações, drops com as notícias do dia e muitos outros recursos.
Novo site: http://gamerlifestyle.com.br/
Novo feed: http://feeds2.feedburner.com/GamerLifestyle-com-br


Não é de hoje que noto a presença dos videogames nas letras do grupo de rap Racionais MC’s. As ocorrências de que me lembro:

Fim De Semana No Parque (em“Raio X Brasil”, 1993)

Daqui eu vejo uma caranga do ano.
Toda equipada e um tiozinho guiando.
Com seus filhos ao lado estão indo ao parque.
Eufóricos, brinquedos eletrônicos.
Automaticamente eu imagino
A molecada lá da área como é que tá.
Provalvelmente correndo pra lá e pra cá.
Jogando bola descalços nas ruas de terra.
É, brincam do jeito que dá.
Gritando palavrão, é o jeito deles.
Eles não tem videogame, às vezes nem televisão.
Mas todos eles tem em São Cosme e São Damião
A única proteção.

Vida Loka (Parte II) (em “Nada Como Um Dia Após O Outro Dia”, 2002)

E eu que e eu que , sempre quis um lugar
Gramado e limpo assim verde como um mar
Cercas branca, uma seringueira com balança
Desbicando pipa cercado de criança.
Ho ho Brown, acorda sangue bom
Aqui é Capão Redondo tru, não Pokémon (*).
Zona Sul é o invés é o stress concentrado
Um coração ferido por metro quadrado.

(*): Embora aqui a referência diga mais respeito, provavelmente, ao anime de Pokémon que propriamente ao jogo, já que vem em alusão ao cenário descrito, melhor comparado com o desenho que com as cenas do Game Boy.

Da Ponte Pra Cá (em “Nada Como Um Dia Após O Outro Dia”, 2002)

Eu nunca tive bicicleta ou videogame,
agora eu quero o mundo igual Cidadão Kane.

Porém, nenhuma referência aos jogos eletrônicos nas músicas de Mano Brown, Edi Rock, KL Jay e Ice Blue é tão específica quanto a que aparece no novo trabalho do grupo, que fará parte do álbum inédito a ser lançado ainda em 2008. Fique com o vídeo (gravação de show em Fortaleza, cortesia do usuário do YouTube “roneyvidaloka”) e a transcrição do trecho:

Mente Do Vilão (em álbum inédito, 2008 )

A Cosa Nostra vem, só pra contar as de cem,
O punk louco tá aqui com a Black Hill (zen).
Alguns pipoca vem, a arma tá sem trava
Sem silenciador pra oreiada, vai pras nuvem.
Em campo de novo, pode vir tem vitória
A maioria é o povo, só quer fazer o bem
Nego faz refém, os branco que aqui tem.
Eu só pego o que tá dentro da mala sem ferir ninguém
Salve Febem, eu me inspiro com Ruden(?).
Canta a realidade das ruas que te leva além
É o frio que vem, tipo o Ryu e o Ken,
Que representou o bem e mostrou ter coragem.

O trecho que menciona os Street Fighters está aos 1:53 do vídeo acima, e apesar de estar no contexto da música mais para dar continuidade à rima, ainda é interessante ver como os jogos transcendem sua própria mídia e aparecem em outras manifestações artísticas.

Posted in Comportamento, Divagações, Internet, Música, Miscelânea | Etiquetado: , , , , | 8 Comments »

Íntegras: Pelo Direito de Ser Negro [GameMaster 34, 11/2007]

Posted by Fabão em 20 abril, 2008

Migre para o novo GamerLifestyle.com.br e curta mais atualizações, drops com as notícias do dia e muitos outros recursos.
Novo site: http://gamerlifestyle.com.br/
Novo feed: http://feeds2.feedburner.com/GamerLifestyle-com-br


Não, o blog Gamer Lifestyle não morreu. Nem eu. Este apenas anda ocupado com gaming books, revistas e faculdade. Aquele, em conseqüência, permaneceu em estado de letargia. E é querendo devolver ao blog alguma vivacidade que pensei numa maneira, a única plausível por ora, de alimentá-lo: Íntegras, a nova seção que trará textos que já publiquei no passado em versões não-editadas (o que geralmente quererá dizer maiores que os publicados, já que tenho ainda dificuldades em ceder às coerções dos limites de caracteres :P). Vez ou outra – talvez uma vez por semana, ainda não decidi -, vou publicar um novo velho texto aqui e, se necessário, fazer algumas considerações.

Para estrear a seção, um texto publicado na edição de novembro de 2007 da revista GameMaster, em minha coluna Jogo Sério: “Pelo direito de ser negro”. Foi também o texto que inaugurou a coluna lá, e como queria há muito discorrer sobre o assunto, decidi que assim seria, mesmo que o alvoroço todo que o motivou tenha ocorrido em julho de 2007. Porém, sua republicação agora se justifica porque o caso ainda é atual e continuará causando barulho por muito tempo, como veremos adiante. Sem mais, ao texto:

Pelo direito de ser negro

Umas das melhores coisas mostradas na E3 desse ano foi o trailer de Resident Evil 5, recebido com efusividade pelos fãs. Mas não demorou muito para que alguém desvirtuasse a conversa por um fato isolado: negros alvejados por protagonista branco. Entre outros artigos sobre o pretenso problema, se destacou o de Kym Platt no blog Blacklooks.org. A escritora afirma que RE5 “é problemático em vários níveis, incluindo a representação de pessoas Negras como selvagens desumanos, a morte de Negros por um homem branco em trajes militares e o fato de esse jogo ser voltado para crianças e jovens adultos”.

O referido artigo também é “problemático em vários níveis” – como maiusculizar a palavra “negro” e não a palavra “branco” e o fato de o jogo certamente receber a classificação M, para maiores de 17 anos –, mas não vou me perder analisando a forma em vez de a substância. A questão é definir se RE5 é ou não racista – ou, antes, de lembrar: o que é racismo mesmo? É a admissão de uma hierarquia entre as etnias – e não me lembro de RE pregar supremacia de raça, aberta ou sutilmente.

RE4 se passava numa vila de espanhóis transformados em zumbis. Ninguém reclamou de repressão a ibéricos e, por possível extensão, latinos. A Capcom não informou a localidade de RE5, mas acredita-se ser um país na África ou, boatos apontam, o Haiti. Assim como no jogo anterior, a série é levada para um novo ambiente, e é natural que os zumbis sejam negros em um país de maioria negra – se fosse na selva amazônica, esperaríamos que fossem índios, não? Será que deveriam substituir todos por brancos? Ou seria o vírus tão racista a ponto de não infectar qualquer indivíduo que não fosse branco?

Se o cenário for o Haiti, será mais uma homenagem do que degradação, já que o país é considerado a origem do mito dos zumbis. Chris certamente receberá o suporte de personagens nativos, como Leon teve a ajuda de Luis Sera em RE4, e então será negro contra negro, porque o enredo não é sobre discriminação racial, mas sobre sobrevivência, sobre lutar contra seres que querem matá-lo, sobre buscar uma cura para o mal que se espalha.

Ser racista é fazer diferença, é agir como se os negros fossem coitados que precisassem de proteção especial contra as ameaças criadas apenas pela paranóia desses racistas inconscientes. É não querer negros zumbis, é não querer negros na África, ou no Haiti. A segregação étnica é um problema real, mas que ela seja repudiada e combatida onde verdadeiramente exista. E que Bob Marley permita-me adaptar uma frase dele para esse contexto: Enquanto a cor da pele do zumbi for mais importante que as questões da vida real, sempre haverá guerra.

Considerações: Em entrevista recente, o produtor Jun Takeuchi confirmou que Resident Evil 5 se passa realmente na África, justicando que o continente é considerado o berço da humanidade, e que então faz sentido buscar lá a origem do vírus que é o pivô do Survival Horror.

Também recentemente, como mencionei lá em cima, a polêmica voltou aos noticiários online (o amigo Fabio Bracht também fez uma reflexão interessante no blog Continue.com.br) quando N’Gai Croal, em entrevista a seu amigo Stephen Totilo para o blog MTV Multiplayer, afirmou, sobre o trailer de RE5, que “Fica claro que nenhum negro trabalhou nesse jogo”, fazendo uma consideração muito válida ao associar as cenas exibidas com o contexto histórico mundial de discriminação racial contra negros. E foi além: “Eles [os inimigos] estão escondidos nas sombras, você mal pode ver os olhos deles, e a perspectiva do trailer nem é de alguém que está vindo para ajudar as pessoas. É como se todos eles fossem perigosos; todos eles precisam ser mortos”.

Croal é um dos jornalistas especializados que mais admiro nos EUA, editor do blog Level Up, autor de artigos inteligentes e algumas das entrevistas mais bacanas que já li. A preocupação dele, ao dizer que o conteúdo de RE5 (atirar em negros) difere do de RE4 (atirar em hispânicos), por exemplo, é que não se pode dissociar o contexto histórico que as cenas do novo jogo carregam implicitamente. É verdade que os japoneses (nesse caso, os desenvolvedores do jogo) não costumam ter consciência do mundo estrangeiro, por isso vez ou outra criam imagens estereotipadas daquilo que não conhecem senão superficialmente, ou abordam assuntos de uma maneira que pode escandalizar os outros (como aconteceu no objeto aqui analisado). Porém, mais do que considerar aqui a intenção dos criadores do jogo (que certamente não foi a de ofender ninguém, antes devendo-se mais a uma espécie de alienação) ou o próprio conteúdo do jogo (que ainda está em desenvolvimento e do qual ainda pouco conhecemos, mas que talvez possamos supor, como supus na coluna da revista, que nem todos os habitantes locais serão inimigos, como sugerido nas imagens vistas na vídeo-entrevista recente com Jun Takeuchi), é importante desmistificar essa intocabilidade da diversidade racial humana como elementos literário sem que carregue qualquer realidade adjacente que não o simples fato de existirem. Sem juízo de valor – pois que não há verdadeiramente, é criado por opressores e oprimidos.

É preciso também levar em conta a cultura do povo que originou a obra. As feministas modernas, por exemplo, provavelmente ficam em polvorosa ao conhecer o papel da mulher na sociedade grega antiga, que se reflete na literatura e outras manifestações artísticas do período. É necessário, por isso, banir as criações de Homero, Platão, Aristóteles…? Não, é preciso fazer uma leitura consciente de seu contexto.

Sugiro uma abordagem semelhante de RE5. Não que no Japão se matem negros aos montes (ou teríamos que supor também isso de todas as outras etnias, inclusive do próprio fenótipo japonês, e mesmo de aliens e animais, já que são todos sujeitos de tantos outros jogos nipônicos), mas que lá, como disse mais acima, a questão é historicamente abstraída da comoção que motiva nas nações do colonialismo. Porque não faz parte de sua consciência coletiva, o assunto é geralmente tratado pelos japoneses com neutralidade, sem intenção de ofender ninguém.

No mais, se quisermos combater o racismo, devemos fazê-lo onde ele realmente exista, não onde se quer imputá-lo por paranóia ou hipersensibilidade.

Posted in Íntegras, Comportamento, Internet, Istas, Miscelânea, Polêmica | Etiquetado: , , , , , | 2 Comments »