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Íntegras: Metal Gear Solid 4 (Review 1, PS3) [Rolling Stone 22, 07/2008]

Posted by Fabão em 12 julho, 2008

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Esta é a resenha de Metal Gear Solid 4 que fiz para a Rolling Stone de julho (já nas bancas, capa do Barack Obama). Por ser um texto curtinho, é a síntese do que penso de MGS4. Esta semana eu terminei a minha crítica para a próxima edição da GameMaster, bem mais extensa e fundamentada. Daqui a algumas semanas, quando a revista já estiver nas bancas, publico essa versão aqui no blog. Por ora, fiquem com a da RS, que o Pablo Miyazawa gostou bastante (tanto que me ligou no domingo em que estava fechando a revista para elogiar, o que para mim não teve preço ^_^).

Metal Gear Solid 4

A lenda digital alcança a bela morte

Sistema: PlayStation 3
Produção: Konami
Desenvolvimento: Kojima Productions
Lançamento: 12 de junho de 2008 (EUA)
Mais:http://www.konami.jp/mgs4/en/

Os primeiros momentos de MGS4 são programáticos: após assistir a uma longa introdução – um monólogo do herói Snake enquanto desembarca em um cenário de guerra –, você assume o controle do personagem. Nem 10 segundos transcorrem até que tenha início outra longa seqüência não-interativa. Definitivamente, este é um Metal Gear, e, mais do que nunca, não é solo para pés virgens. Desde a trama, que pressupõe um jogador iniciado, até os controles, modernizados, mas alicerçados no modelo de 10 anos atrás, o jogo deixa bem claro que não fala com estranhos. Mesmo eventuais flashbacks estão lá para massagem mnemônica, não para contextualização. Não há concessões, apenas a mente do criador Hideo Kojima fluindo livremente, numa das obras mais autorais dos videogames. Seu prestígio possibilitou proezas tecnológicas, que servem de bela moldura para a sofisticada narrativa do herói que busca amarrar as duas pontas de sua existência. O drama de Old Snake é a apoteose da série, mas não faz pela mídia muito mais do que já fizeram os três episódios anteriores. Ainda é um produto que ama o fato de ser um videogame, mas não sabe ainda como lidar com suas ambições cinematográficas. No fim das contas, o solilóquio aqui é o do próprio Kojima, que impõe, soberano, sua visão e seu ritmo, não à revelia dos fãs, mas em função deles.

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7 Respostas to “Íntegras: Metal Gear Solid 4 (Review 1, PS3) [Rolling Stone 22, 07/2008]”

  1. Maiquinho said

    espero jogar algum dia
    mas certamente será um dia ainda distante =/

  2. Israel said

    Nossa, você foi bem sucinto né ? Mas passou a idéia ainda assim.Ficou legal, mas particulamente prefiro textos mais longos Fabão.Mal posso esperar pelo da revista mesmo.

  3. Israel said

    Nossa,esqueci de perguntar :
    “massagem mnemônica” qual vem a ser o significado do adjetivo ?

  4. Fabão said

    @Israel
    Mnemônico é relativo à memória, então, seria “massagear a memória”, ou seja, agradar àqueles que já viveram os momentos, não contextualizar (explicar) para quem ainda não conhece. ^_~

  5. Preciso dizer que ficou sensacional? Pelo tamanho, sinto como se tivesse lido um review seu para a EGM, Fabão! Fico no aguardo pelo texto da GameMaster e principalmente, se puder, por aquela análise colossal! 😀

    No mais, só falta eu comprar o PS3 e terminar o MGS4… 😦

  6. Victor said

    MGS4 deve ser lindo, como toda obra do nosso amigo (amigo dos gamers, claro) Hideo Kojima. Quero ver o Review inteiro. Já li reviews na internet, mas o teu deve misturar aquela “análise gnóstica” de que gosto bastante. =]

  7. Fabão, primeiro de tudo, cara, você faz mágica com as limitações dos caracteres das revistas. sensacional.

    Segundo, é interessante como da mesma forma que MGS4 é um jogo para iniciados, para os fãs mesmo, a sua análise é para quem conhece a série, para quem joga mesmo. Digo isso porque embora a Rolling Stone não seja uma publicação tão leiga quanto uma VEJA, e conte com a colaboração de vários feras do jornalismo gamer em seu caderno de Variedades, tem uma grande parcela de leitores leigos no assunto e acho que isso normalmente é levado em conta nas análises, que procuram explicar qual é a do jogo, da série, etc.. E aí, nessa pequena e bem-feita crítica, senti que você se dirigiu ao jogador mais hardcore, experiente e provavelmente conhecedor da obra de Hideo Kojima.

    Agora só me resta esperar a GameMaster que como sempre chegará com um mês de diferença em relação as bancas paulistanas.

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