Gamer Lifestyle

O blog do Fabão

Posts Tagged ‘Jornalismo de games’

Íntegras: Tempo X Reviews [GameMaster 44, 09/2008]

Posted by Fabão em 24 setembro, 2008

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Contra o Tempo

O desafio de se fazer uma análise sólida de jogo sob a pressão do relógio

A imprensa de entretenimento eletrônico, na qualidade de profissão, tem tantas agruras quanto tem encantos. Um desses inconvenientes é a implacabilidade do tempo. O tempo… amigo dos prudentes e algoz de todos, ele vigia o trabalho ininterruptamente, cobra pontualidade sem concessões. Seja em qual mídia for, cada uma com suas peculiaridades, todos devem servir ao senhor absoluto, o “fechamento” – que também atende pela alcunha de “prazo” ou pelo anglicismo que tão precisamente descreve seu caráter, “deadline”.

No jornalismo de games, tal senso de urgência causa certos embaraços a uma prática em particular: a crítica de jogos. O processo varia pouco: primeiro, obtém-se o jogo, seja uma cópia enviada antecipadamente pela produtora (hipótese que, no caso dos veículos de comunicação brasileiros, se concretiza apenas com perseverança e um pouco de sorte), seja a aquisição da versão final pós-lançamento. Então joga-se o possível, quase nunca o necessário, mas geralmente o bastante para se formar uma opinião. Quase que simultaneamente à experiência, nasce o texto, que é publicado na edição do mês (no caso da mídia impressa), visando coincidir com a chegada do jogo às lojas. Tudo para atender a um propósito pragmático: possibilitar ao leitor uma decisão de compra informada.

(Continue lendo após o “salto”)

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Que serventia tem um crítico?

Posted by Fabão em 5 julho, 2008

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Na Íntegra publicada ontem, sobre as inconveniência dos agregadores de reviews, o Diego fez uma colocação muito, muito pertinente e interessante:

Não que eu queira soar cínico com essa pergunta mas… pra que serve um crítico afinal de contas? Já não está mais do que provado que manifestações artísticas (de qualquer tipo) possuem carga subjetiva demais pra serem avaliadas a rigor e enfiadas em rankings? E que o gosto pessoal dos avaliadores, críticos ou reviewers em 90% dos casos acaba pesando indevidamente em seus textos?
Pessoalmente, escolho meus games, livros e filmes baseado em impressões sensoriais, e não palavras escritas por pessoas que nem conheço o rosto.

Eu estava postando a reposta, quando percebi que estava ficando muito extensa e que o assunto levantado pelo Diego era interessante demais para ficar meio que escondido ali nos comentários. Como também adoro metalinguajar sobre crítica de jogos, resolvi elaborar melhor o assunto em um novo tópico para tentar responder à pergunta – não sem antes muito teorizar. Você confere o ensaio – e o convido a opinar sobre ele – depois do “salto”.

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Íntegras: Contos

Posted by Fabão em 31 maio, 2008

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Como prometi ao Maiquinho, vou falar de um recurso que acho muito eficiente para “colocar o leitor no clima do jogo”: o conto. Por definição, um conto é uma narrativa breve, contendo ação una e poucos personagens. Ou seja, é eficiente para sustentar a atenção do leitor, por seu caráter sintético. Como técnica empregada em um texto maior, um conto pode usar dessa vantagem para convencer o leitor a dedicar mais algum tempo ao seu trabalho, pois você o estará situando num contexto sobre o qual, espera-se, ele quererá saber mais.

Leia mais depois do “pulo”

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Meme: Preservação da história do jornalismo de games no Brasil

Posted by Fabão em 27 maio, 2008

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Ao longo desse último final de semana começou, meio que sem querer, um meme internético que é fundamentalmente um serviço de utilidade pública: a preservação da história do jornalismo brasileiro de games. Foram reproduções, através de cópias digitais escaneadas, de textos publicados em revistas de games do passado (não tão distante). Seguem os exemplos que observei pela blogosfera:

Hadouken: publicou a análise de Soul Calibur do Dreamcast da Gamers 43. De quebra, a capa da revista e algumas páginas de previews e notícias.

Rodrigo Flausino: escaneou duas análises de Final Fantasy VIII publicadas na Gamers: da versão japonesa em quatro páginas na edição 38 e a da versão americana condensada em uma página da 44.

Molobakk: resgatou um detonado de 12 páginas da SuperGamePower…

Molobakk: … e também uma matéria de três páginas sobre o Dreamcast, por ocasião da revelação do console, da Gamers 31.

Blogeek: desenterrou o review de quatro páginas (cheias de spoilers!) da versão japonesa de Final Fantasy VII da Gamers 17. Bônus: a capa da revista.

Isso, claro, além da análise + detonado de Resident Evil do PS1 que publiquei aqui no Gamer Lifestyle. E o mestre Prandoni ainda levou a idéia além, garimpando o manual em português the A Lenda de Zelda: Um Elo com o Passado para Super NES e o manual em quadrinhos de Mônica no Castelo do Dragão para Master System. E ainda promete propagandas antigas de games. Não vejo a hora!

Não que não houvessem tentativas anteriores de resgatar revistas antigas ou mesmo matérias específicas, mas agora se delineia um plano para fazê-lo de forma consistente, sistemática e com o nobre propósito de preservar uma tradição. A mim agrada muito a perspectiva de ver um blog colaborativo ou um wiki com cópias digitais, integrais (não mais um pdf utilitarista da Gamers Book Nº 1 apenas com o detonado de Final Fantasy VII) e padronizadas de revistas de games que não estão mais em circulação e nem disponíveis em estoque nas suas respectivas editoras. Será que vai pra frente? Vamos ver.

Eu, particularmente, pretendo publicar, vez ou outra, um recorte temático da revista Gamers, bem como continuar reproduzindo textos mais recentes meus, tudo na seção Íntegras. Mas teria imenso prazer em contribuir com um projeto tão importante.

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Íntegras: Dose Dupla, Dois Extremos

Posted by Fabão em 22 maio, 2008

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Eu nunca fui de escrever pouco. Não, não mesmo. Com o tempo, aprendi a domar um pouco a sanha de digitar sobre dado assunto. Mas concisão definitivamente não é o meu forte. Não obstante, constantemente me vejo compelido a controlar o tamanho do discurso para que ele se adeque a uma quantidade implacável de caracteres. Algumas vezes isso rende um texto visivelmente aprisionado, outras resulta em um suficientemente completo. E esse conflito é justamente o assunto do tópico de hoje: análises grandes vs. análises pequenas, quais você prefere? Para ilustrar a discussão, vou reproduzir aqui duas análises que publiquei no passado sobre o mesmo jogo… Depois do “Leia mais”!

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Íntegras: Análise Gamística [GameMaster 39, 04/2008]

Posted by Fabão em 7 maio, 2008

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O que se espera de uma análise de jogo?

Esse tema é pauta de discussões freqüentes entre os jornalistas de games. Independente de veículo e meio de divulgação, a forma como os reviews são pensados pelos escritores e apreendidos pelos leitores é central para o amadurecimento da crítica gamística e, por conseqüência, da mídia que cobre jogos eletrônicos e sua reputação.

Desde que se convencionou analisar jogos, na década de 1980 no exterior e com maior alcance no início dos 1990 no Brasil, o conteúdo das análises pouco evoluiu. Nessas cerca de duas décadas, os games passaram de amontoados de pixels com premissas e mecânicas simples a produções sofisticadas, capazes de muito mais do que se supunha quando de sua criação. No entanto, a avaliação deles, com algumas exceções, continua circunscrita a critérios ultrapassados, não acompanhou seu objeto de estudo em refinamento. Dificilmente vê-se um texto analítico que transcenda o eixo gráficos-jogabilidade-diversão – um conceito de diversão, aliás, geralmente insubstanciado ou, na melhor das hipóteses, mal elaborado. Quando muito, temos alguns apontamentos sobre longevidade e uma sinopse do enredo.

É evidente que não se pode abstrair a funcionalidade em uma análise de jogo, como também não é necessário abolir os comentários acerca dos aspectos técnicos – afinal, é preciso avaliar os méritos dos jogos na qualidade de produtos comerciais, e produtos comerciais interativos, seu atributo distintivo por excelência. Porém, não seria mais edificante se se escrevesse sobre a capacidade de Shadow of the Colossus de inspirar solidão, angústia, remorso em vez da diversão que costumeiramente se imputa aos jogos? Se se aludisse à sua direção artística em vez de à sua baixa taxa de quadros por segundo? Que os analistas realçassem a atitude e a estética de No More Heroes, não seus gráficos serrilhados? Senão, quando teremos críticas de fato, não apenas “reviews”?

Talvez nunca, ou pelo menos não enquanto a contraparte do texto – o leitor médio – não idealizar uma análise que aborde aspectos abstratos em vez de aquelas que navegam seguramente na superfície. Os escritores costumam abrigar-se onde moram as expectativas do leitor, e esse, presentemente, parece viver plenamente a era do utilitarismo fugaz, do imediatismo voraz. O mundo aparentemente demanda apenas reviews com função prática, com uma nota geral estampada em destaque – e geralmente isso só basta, o texto é um natimorto. Quem se importa com uma perspectiva pessoal quando o consenso está ali, fácil? A dupla de sites Gamerankings.com/Metacritic.com tornou desnecessária a opinião distintiva, e junto com ela a necessidade de amadurecer o texto.

Com isso, perpetua-se o caráter funcional e prescritivo da análise de jogos eletrônicos: ela serve pura e simplesmente para dizer o que compensa ou não jogar. Não há espaço (ou mesmo necessidade) de uma crítica mais elaborada, que contenha, além da opinião fundamentada, contextualizações pontuais, analogias cultivadas e percepções originais. Poucos encaram a crítica gamística sob seu aspecto contemplativo e transmissor de conhecimento – o não precisar querer jogar para se informar.

Paradoxalmente, vivemos a reclamar que o entretenimento eletrônico não é levado a sério, que ainda é encarado como mera distração pueril. Se quisermos tornar essa atividade respeitada, evidenciar o nível de sofisticação a que chegaram os jogos pode ser um caminho promissor. Então, que tal esperar algo mais de uma análise de jogo?

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Novos rumos

Posted by Fabão em 5 setembro, 2007

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Antes de começar (tarde demais, já comecei), gostaria de agradecer aos cerca de 70 visitantes que insistem em visitar meu blog mesmo com quase meio ano sem atualizações – tudo bem que a maioria deles seja de curiosos que vieram parar aqui buscando por termos como “25 de março + insira-um-termo-aqui” ou “detonado de zelda/final fantasy”. Obrigado, desavisados.

Aos que vêm aqui vez ou outra dentro do contexto, só posso dizer que os últimos meses foram extremamente puxados, e por isso a falta de novos tópicos no Gamer Lifestyle. Quem acompanha a EGM Brasil certamente notou que ela passou por mudanças, na busca eterna pela melhor qualidade possível. Quem participa de discussões pela internet em fóruns e comunidades do orkut pode ou não ter ouvido falar sobre o corte de colaboradores – se não, basta comparar os expedientes de algumas das últimas edições. Mais recentemente, a EGM Brasil passou a ter 132 páginas, e só posso dizer que fazer uma revista desse tamanho com pouquíssimos (mas dedicados e talentosos) freelancers é um desafio tremendo. Por isso, sobrava pouco ou quase nenhum tempo para tarefas secundárias, como atualizar blogs pessoais, por exemplo.

Bom, agora que fiz a devida introdução para explicar a longa ausência nesse espaço virtual, vamos ao assunto que dá o nome a esse tópico. Não de hoje, mudanças vêm acontecendo na Futuro, como acontecem em qualquer outra empresa. E como quaisquer mudanças, nem todas são bem aceitas. Assim, algumas delas vinham gerando insatisfações, formando um clima de mudanças importantes que foi sentido pelos mais atentos. O profeta Pablo Miyazawa assim prenunciou em seu blog no dia 24 de agosto, uma sexta-feira daquelas:

“Eu nem deveria falar sobre isso, mas… as coisas andam um tanto agitadas no sempre agitado mercado editorial especializado brasileiro. Por motivos óbvios, não dá para adiantar ainda o que está rolando, mas eu sugiro que os leitores fiéis fiquem de olho nos expedientes das revistas dentro de um ou dois meses. Mudanças de arrepiar.”

Exatamente uma semana depois, era realizada uma festa de despedida histórica numa casa disputada no bairro da Liberdade, em São Paulo, madrugada adentro. Ainda sob o desconhecimento do público, despedíamo-nos da Futuro eu, Renato Bueno (editor assistente da EGM Brasil, Robson Teixeira (editor de arte) e Homero Letonai (designer gráfico), com a presença em massa de amigos do meio jornalístico e artístico de games e suas respectivas esposas/namoradas(os). Marcaram presença (em ordem alfabética, pra não privilegiar ninguém, já que todos foram importantes): André Forte, Bruno Zerbinatti, Camila Dourado, Carlo Médici, Cláudio Prandoni (em nome de toda a equipe Continue), Danilo Carandina, Eric Araki (+ esposa), Felipe Azevedo, Flávia Gasi (+ namorado), Gustavo Lanzetta, Gustavo Petró (+ pai e namorada), Humberto Martinez, Marco Souza (e amigos), Mariana Russo, Nelson Alves Jr. (+ esposa), Pablo Miyazawa (+ carisma), Ricardo Farah (+ esposa), Rodrigo Guerra, Rômulo Máthei, Ronaldo Testa, Stephanie Lawrence e Suzana Bueno – sem contar o quarteto de anfitriões, é claro. Foi uma festa regada a cerveja, sinuca, karaokê, lembranças, conjecturas e planos – Bueno, coloca o flyer da festa no Freeko pra gente ver, vá.

Mas para chegar nesse momento especial do espaço-tempo, muita coisa se desenhou nos bastidores antes. Coisas que só nessa semana ensaiaram alguns passos para se tornarem públicas. Bom, na verdade, a coisa toda começou em tom misterioso no final de semana mesmo, um dia depois da festa, quando o Nelsão postou no GameBlog um “teaser”:

“Novidade das boas

Tem uma bomba atômica pra contar, mas não serei eu a abrir o bico…

só posso adiantar que o time de games da Editora Europa vai crescer. Em breve. A contratação já está concluída e é de peso. 😛

Algum palpite?”

A discussão (e as pistas) continuaram pelos dias seguintes, até que, ontem, o Bueno começou um “pronunciamento oficial” no orkut e eu aproveitei o ensejo. A notícia tem então repercutido, tanto nas comunidades quanto nos blogs de figurões. E foi esse burburinho (além da maior disponibilidade de tempo livre, ao menos nessa semana) que me fez vir aqui, registrar uma satisfação mais clara.

Portanto, agora é público, notório e oficial: meu último dia de trabalho na Futuro foi sexta-feira passada e, a partir do dia 10, começo minha jornada na Editora Europa, escrevendo para as publicações de games da casa (e, se pá, até mesmo para as outras, como a Revista dos Vegetarianos) e, em paralelo, cuidando de um projeto ainda secreto e promissor que tem tudo a ver com um dos meus interesses em jogos – GameBlog, aguarde minha devida apresentação em breve.

Encerro meu ciclo de seis anos e três meses na Conrad/Futuro/Tambor feliz por ter conhecido pessoas maravilhosas, realizado projetos empolgantes e crescido tanto pessoal e profissionalmente. Reforço: saí por divergências ideológicas. Insisto: a vida continua. A EGM Brasil e demais publicações de games da casa tiveram outros editores antes de mim, e a equipe que permanece na Futuro é da mais alta categoria e competente o suficiente para levar a história de sucesso adiante.

Quanto aos amigos dissidentes, cada um vai para um canto. O Homero descolou uma vaga na chefia de arte da Editora Escala. O Robson vai continuar freelando até encontrar um novo desafio que o empolgue. O Bueno, bem, não vou contar que ele logo começa no portal G1 escrevendo sobre jogos e tecnologia; prefiro deixar que ele conte oficialmente no blog dele.

E, com isso, esse Gamer Lifestyle deve voltar à vida – pelo menos é o que eu planejo. Mais novidades em breve…

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“Meu” outro blog

Posted by Fabão em 22 março, 2007

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Todas as pistas estão no título para o observador atento: 1) sim, estreei um novo blog, e 2) não, ele não é só meu.

Trata-se do Jornalismo de Games. Mais que um blog, ele é uma congregação de talentosos profissionais que atuam na área de comunicação do entretenimento eletrônico. O objetivo é discutir o jornalismo de games e como podemos melhorá-lo. Fica a dica para aspirantes à profissão.

Para os leitores do Gamer Lifestyle, me comprometo a continuar atualizando esse espaço com pensamentos sobre o universo dos jogos e tudo o que se relaciona ao estilo de vida gamer. 😉

Abraços!

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Colocando o papo em dia

Posted by Fabão em 29 novembro, 2006

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Uau! Hoje faz 1 mês e 1 dia desde a última atualização. Se não fossem os 50~60 esperançosos visitantes que vêm aqui agitar a poeira diariamente, isso aqui estaria com teias de aranha, e os ratos teriam comido as letrinhas e os números. Bom, tenho que me retratar com os fiéis visitantes, mas, pra variar, não tenho muito tempo – o movimentado fim de ano está me deixando louco! Em vez de fazer uma atualização mandraque como as últimas, vou derrubar pequenas gotinhas de novidades:

• O Video Games Live Brasil 2006, foi um sucesso, tanto no Rio de Janeiro (dia 12/11) quanto em Sampa (19/11). Todos vibravam a cada nova música e eu mesmo chorei em mais de um momento do show. Teremos cobertura completa na EGM Brasil 59 e mais em breve no site http://www.heroi.com.br.
Trivia: a voz que anunciou Tommy Tallarico em SP após o Classic Medley e no início do Ato II era desse que voz escreve. O genome soldier que fez uma atuação genial no segmento de Metal Gear Solid era ninguém menos que Gilsomar Perônico do Livramento, o Gil. Só falta agora derrubarem ele na rua pra pegar a dog tag! 😛

• Por falar em EGM Brasil 59, acabamos de fechar e estamos no processo de aprovação para começar a rodar a revista na gráfica. Só digo uma coisa: está foda! Bom, só digo uma coisa coisa nenhuma, vou falar mais! Ela tem:
1) Novo projeto gráfico e editorial. Um visual arrojado, novas seções e novos caminhos.
2) Três capas diferentes.
3) Um saco plástico que encobre o logo novo da revista. Você só verá o logotipo renovado quando comprar e abrir o saco (opa!).
4) Além das 100 páginas mensais, tem também um suplemento especial de 16 páginas com tudo sobre PS3 e Wii.
5) 58 jogos analisados!!! Um recorde absoluto! São 106 review (24 jogos com 3 reviews cada + 34 em Nano Reviews).
6) Os primeiros reviews de PS3 e Wii. Quanto será que ganhou Zelda? E Resistance? São, ao todo, 11 jogos de Wii e 5 títulos de PS3 analisados.
7) Análises de Gears of War, o jogo mais bonito já lançado.
8 ) Promoção valendo 100 controles de PS2.
9) Tudo isso pelos mesmos R$ 8,90 de sempre.
10) Dia 11/12 nas bancas.
[Atualização: novidades sobre a EGM Brasil 59 (incluindo um atraso) no meu post mais novo: aqui]

• Eu continuo a jogar The Legend of Zelda: Twilight Princess no Wii. Não dá pra parar!

• Enquanto isso, continuo na busca frenética pelo meu próprio Wii. Não tenho tido muito sucesso, mas permanece a esperança de ter um antes do Natal. Alguém tem alguma dica de onde posso encontrar um barato?

• Dia 1º de dezembro, também conhecido como essa sexta-feira, finalmente chega o Xbox 360 brasileiro. Um dia histórico! No site da FNAC já tem pra vender desde hoje, e acredito que a loja já tenha quiosques para testes de jogos. Quero dar um pulo lá assim que possível. Recomendo que façam o mesmo. Lá e nas outras lojas que estão vendendo o aparelho oficial da Microsoft Brasil.

• E foi dada a largada para a gincana do Elemento X, que dará 10 Xbox 360 (4 por telefone, para o Brasil todo, e 6 ao vivo, numa busca supercriativa pela cidade de São Paulo). Pena que eu não tenho tempo pra dar um rolê pela cidade atrás de pistas e pagando o mico de falar senhas estranhas para pessoas suspeitas :P… A gincana rola nos dias 2, 3, 9, 10, 16 e 17 de dezembro. Mais informações no site: http://elementox360.spaces.live.com/.

• E mais MMORPGs estão invadindo o Brasil! Em dezembro chegam a comunidade virtual de Second Life (Kaizen Games) e o ambiente futurista de RF Online (Level Up! Games). Em janeiro tem o medieval Last War (Gunsoft). Essa semana, no http://www.heroi.com.br, vamos revelar em primeira mão um novo MMORPG totalmente traduzido para o português – só digo que é coreano, e de uma empresa estreante, mas com planos promissores. E em breve teremos novidades de Mu Online também… Parece que muita gente vai perder (ainda mais) a vida social. 😀

• Voltando a falar de EGM Brasil, para a edição 60, estamos preparando um brinde que vai deixar muita gente animada – se é que me entendem… E a edição de quinto aniversário se aproxima rapidamente! É a 63, que chega às bancas em abril. Os preparativos por aqui já começaram. 😉

• Está para começar também a votação do 3o Troféu Gameworld, a premiação máxima da indústria brasileira de games. Os planos para essa edição são ainda mais ambiciosos. Em breve terei novidades…

———–

Bom, acho que é isso por hoje. Se lembrar de mais alguma coisa, depois eu posto. E prometo que vou tentar atualizar esse cantinho querido com mais freqüência. Tenho algumas pensatas ainda na cabeça, e logo quero passá-las para esse espaço virtual.

Abraços,

Fabão

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Revistas de games ontem e hoje

Posted by Fabão em 16 outubro, 2006

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Outro dia estava me lembrando de uma entrevista que eu dei em julho de 2005 para os caras da Revista RPG, uma excelente revista online sem periodicidade definida sobre RPGs feita por uma equipe muito talentosa e publicada no fórum do UOL Jogos. Naquela ocasião, eu ainda era o editor da SuperDicas PlayStation, e estava cedendo uma entrevista para a terceira edição da Revista RPG, sobre minha vida como editor de revistas de games. A entrevista foi conduzida pelos amigos Thiago Nunes (Kefka Extreme) e David Saraiva (Masamune), que, inclusive, já tiveram textos publicados na SDP. A certa altura, eles me perguntaram sobre as diferenças entre fazer revistas de games na época em que comecei e atualmente (bem, hoje nem tão atualmente)… Enfim, tomo a liberdade de transcrever esse trecho da entrevista:

Masamune: Quais as maiores diferenças na publicação de uma revista de games entre hoje e a época da Gamers?
Fábio Santana: Nossa! É MUITO diferente! Na época em que comecei a trabalhar na Gamers, como já disse, eu tinha que fazer a revista sozinho, inclusive tinha que diagramar um pouco. Com o passar do tempo, fui aprendendo mais e mais sobre design e dominando melhor os softwares, e isso acabou virando um padrão: quem escrevia a matéria, também diagramava as páginas dela. Agíamos muito por improvisação e tínhamos uma abordagem muito mais de fãs que de profissionais. Como um estúdio externo e independente que fazia revistas para a editora Escala, tínhamos pouca verba, mas muita disposição.
Hoje eu trabalho numa grande editora, onde fazemos produtos que envolvem diversos departamentos e muitos níveis organizacionais. É uma outra estrutura, outra realidade. Hoje temos uma excelente repercussão lá fora, inclusive, por publicarmos a edição brasileira da EGM e por termos a revista oficial da Nintendo no Brasil, entre outros fatores. Isso nos dá regalias como conversar com produtoras no exterior para conseguir materiais exclusivos, notícias em primeira mão, entrevistas com criadores de games, etc. Podemos visitar eventos de games no exterior – esse ano, pude ir para a E3 pela primeira vez!!! Tem coisa melhor que isso?
Na Gamers não tínhamos nada disso, mas acredito que cada realidade tenha seus aspectos positivos. Naquela época, eu tinha muito mais tempo para jogar, de fato experimentava tudo aquilo sobre o que escrevia, terminava vários games… Hoje, leio muito mais a respeito dos games do que os jogo de verdade, como gostaria. Não sobra muito tempo para eu exercitar essa minha paixão. Como editor da SuperDicas PlayStation, sou encarregado de tarefas muito mais burocráticas, reuniões, contatos por telefone, dezenas de e-mails por dia… As responsabilidades são inúmeras! Mas continuo gostando do que faço!
Hoje tenho toda uma estrutura para me dar suporte, temos departamentos para cuidar de assuntos específicos e nos livrar de preocupações não relacionadas à produção de revistas – não tenho mais que diagramar matérias, por exemplo, apesar de continuar curtindo muito me aventurar nessa área. Temos verba para gastar em coisas bacanas para melhorar as publicações, podemos estudar brindes legais, organizar promoções. Fora que temos reunidos na redação alguns dos maiores talentos no segmento no Brasil. É um prazer trabalhar ao lado de figuras como Pablo Miyazawa, Eduardo Trivella, Jocelyn Auricchio, Ronaldo Testa, além de vários outros que já passaram por aqui, como Felipe Azevedo, Ronny Marinoto, Eric Araki… Aprendi MUITO com essa gente, e continuo absorvendo técnicas, conhecimento e sapiência cercado de tantos talentos!
Voltando ao cerne da questão, outra coisa que acredito que tenha mudado bastante foram as oportunidades de ingressar no ramo. Como o jornalismo de games já está consolidado e as publicações do segmento já estão bem estabelecidas, é muito mais difícil de entrar no mercado hoje do que quando comecei a trabalhar com revista. Duvido que hoje eu teria uma oportunidade como aquela. A realidade é outra, o mercado é maior e as exigências são muitas: faculdade, conhecimento especializado, experiência no ramo… As portas, infelizmente, estão muito fechadas para a revelação de novos talentos. Sei que tem muita gente boa por aí dando sopa, mas hoje as empresas gigantes dificultam o desabrochar dessas sementes promissoras. Uma pena, realmente.

Ok, desde a entrevista, quase um ano e meio se passou, amigos deixaram a Conrad/Futuro (mas não deixaram de ser amigos), eu me tornei editor da EGM Brasil e hoje sinto que as coisas são ainda diferentes de quando eu estava à frente da SDP.
Para começar, mais responsabilidades. O público é muito mais variado e mais exigente (alguns até chatos, o que me motivou a fazer o post anterior, mas esses são excessão). A revista é licenciada, mas é necessário equilibrar conteúdo americano (apenas o que é mais interessante e melhor se adapta aos gostos brasileiros) e original (o que dá um trabalhão pra fazer). É preciso elaborar pautas criativas e relevantes, fugindo do arroz-com-feijão dos previews-reviews-notícias. Notícias? Foi-se o tempo em que revistas eram fonte delas. Hoje tem a internet, e quase todos têm acesso a essa tal “vilã”, que nos obriga a matutar para criar uma diferenciação, buscando matérias que atraiam mesmo os que internautas muito bem inteirados das notícias diárias do mundo dos games. Por isso é importante manter contato direto com as produtoras lá fora, para descolar alguma exclusiva ou entrevistas bacanas.
Sim, muita coisa mudou desde os tempos de Gamers de 64 páginas a R$ 2,90 e detonado de Final Fantasy VII japonês em cinco edições (se bem que colaborei com o Douglas Pereira no detonado de FFXII japa em três edições da SDP recentemente), mas o entusiasmo continua o mesmo. Afinal, esse mercado se renova e minha paixão pelos games jamais vai morrer – daí o título do meu blog, que nem demorei muito para decidir, já que, para mim, ser jogador é realmente um estilo de vida. E deixa eu ir acabando o post por aqui que tem mais revistas pra fazer…

Como bônus, seguem os links para baixar as três primeiras edições da Revista RPG em PDF. Leitura recomendadíssima!

Revista RPG #01
Revista RPG #02
Revista RPG #03

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